O dia em que a Uber desligou R$ 170 milhões em anúncios e as vendas continuaram iguais
Gigante de tecnologia cortou 80% da verba de aquisição após suspeitar de falsos positivos; auditoria revelou que plataformas cobravam por passageiros que já eram do produto.
Em um dos episódios mais emblemáticos da publicidade digital, a liderança da Uber adotou uma postura radical ao suspender mais de US$ 100 milhões (cerca de R$ 170 milhões) em campanhas pagas.
O temor do mercado era de um colapso imediato nas métricas de conversão. Contudo, a constatação da auditoria surpreendeu a diretoria: o volume de corridas e novas ativações permaneceu inalterado, com 0% de queda.
- •R$ 170 milhões serviam apenas para recomprar usuários que já utilizariam o aplicativo.
- •Impacto em receita: 0,0% após o cancelamento das campanhas que prometiam "alto ROAS".
- •Os algoritmos das redes de anúncios interceptavam o tráfego orgânico no momento final da conversão.
"Descobrimos que estávamos gastando dezenas de milhões de dólares para comprar usuários que já entrariam no aplicativo organicamente. Estávamos pagando pedágio para a nossa própria marca."
— Kevin Frisch, ex-diretor de marketing de performance da Uber